Sonhos e Poesias

quinta-feira, fevereiro 9

Homenagem Pótuma ao amigo SELIMOL



Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos dos sonhos que tivemos dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido... Às vezes pensamos que as amizades continuassem para sempre... Mas nem sempre acontece como queremos ou pensamos.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... Onde, quando, é coisa que só Deus nos dará qual serão nossos destinos, apenas temos a certeza que um dia partiremos...


Por enquanto podemos nos telefonar... Conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passando, meses e anos... Até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos aos poucos perdendo com o tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... Isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! No trabalho, no dia a dia da caminhada da vida como foi com o nosso amigo Selimol, que a convite de Deus, nesta data partiu para sua eterna morada, mas continua em nossas lembranças.
Somente o amor não morre 
S-erás lembranças pra sempre
E-ntre famílias e amigos
L-egado deixa a teus filhos
Í-ndole que sempre contigo
M-emória de homem honrado
O-rdeiro e bem humoradL-embrando você prossigoA saudade vai apertar bem dentro do peito, da esposa, filhos, netos e sua legião de amigos, porque os bons deixará seu exemplo de vida para as novas gerações. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquela voz novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... Quando nos reunidos em nossa associação, (ASTRAMS) lembraremos-nos do último adeus do amigo “Selimol” que deu tudo de sí para nossa associação existir, e neste encontro com certeza entre lágrimas e abraços, sentiremos a falta deste grande amigo. 
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Seu nome amigo, com certeza fara parte da galeria de nossos amigos que se foram, e que pertenciam ao nosso pequeno cantinho de lazer. (ASTRAMS) mas permanecerá em nossas lembranças para sempre.

Esta uma pequena homenagem dos seus companheiros de trabalhos, que nesta data fica órfão de mais um de nossos amigos Ex: SUCAM, Ex: FUNASA, e hoje na tutela de um estado que nos renega nossa índole de trabalhadores competentes na história deste país, aqui nosso adeus amigo SELIMOL.

//Anizio, 09/02/2012

A morte de cada amigo diminui-me,
Porque eu faço parte da humanidade;
Eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos.



terça-feira, outubro 18

Na Paraíba é assim.


Na Paraíba é assim.
***
Na Paraíba é assim
Os fatos como acontece
No sertão da Paraíba
Sua fama permanece
Foi numa paixão de Cristo
Pra descrevê-la eu incisto
Veja Cristo o que padece.

Nos confins da Paraíba
Um elenco foi formado
Pelo dono de um circo
Que lá estava instalado
Teve os artistas escolhido
Ficando já definidos
Cada papel ensaiado.

Moradores da cidade
Da peça participaram
Para um entrosamento
Muitos dias ensaiaram
Para ser tudo perfeito
Adotaram esse conceito
Todos se organizaram.

Para o papel principal
Foi um rapaz escolhido
Da cidade era o gatão
Pelas mulheres querido
Famoso por conquistar
Foi logo chifre botar
Do circo o dono escolhido.

Fazer papel de Jesus
O rapaz ia encenar
O dono circo soube
Que chifre estava a levar
Sabendo do ocorrido
Sentiu por ser traído
Mas não quis atrapalhar.

Com o elenco definido
Fez ele a reunião
Decidiu participar
Mas houve contestação
Mas ele a peça montou
Todo mundo lhe aceitou
Pra esta apresentação.

Falou o dono do circo
O meu papel nada fala
Só faz a encenação
Vou fazer perfeita e clara
Serei um centurião
Pra causar muita emoção
Com um chicote que estala.

E chegando o grande dia
Os povões compareceram
Muitas beatas e devotos
As ruas todas se encheram
Para ver com emoção
Sentindo grande emoção
Vendo o que Jesus sofreu.

No momento mais solene
Foi um silêncio profundo
Todos querendo assistir
O homem que veio ao mundo
Pregar o amor e união
E sofrer grande aflição
Sendo da paz o fecundo.

Toda platéia chorosa
Vendo Jesus carregando
Aquela cruz tão pesada
E o povo acompanhando
Foi quando o centurião
Com a chibata na mão
Já ia se preparando.

Levou chifre de Jesus
Agora pra se vingar
Com a chibata empunhada
Pra com muita força dar
Fazendo um papel perfeito
Ia fazer do seu jeito
Pra ninguém desconfiar.

E chegando o seu momento
Para a sena apresentar
O centurião com força
Deu para as listas ficar
Jesus falou ou sujeito
Batendo assim desse jeito
Você vai me machucar.

O centurião com jeito
Com Jesus dialogou
É pra causar emoção
Mas mesmo assim lhe falou
A sena pra ser perfeita
Você só faça careta
Do jeito que se passou.

Com mais duas chibatadas
Jesus não mais suportou
O sangue já escorrendo
Sua cruz no chão jogou
Com a peixeira afiada
Vou lhe dar uma facada
Pra você sentir a dor.

Jesus correndo gritava
Vou lhe pegar no além
E as betas gritavam
Fura Jesus muito bem
Aqui é a Paraíba
Centurião não castiga
Pois não é Jerusalém.

Jesus todo recortado
Por muito tempo correu
O centurião depressa
Nas matas se escondeu
Foi quando vi Cristo brabo
Pegando a faca no cabo
E o centurião correu.

E assim foi a história
Do corno centurião
E o Jesus escolhido
Pra esta apresentação
Juntando corno e chifrudo
Na Paraíba tem tudo
Isto não foi ficção.

//Anízio, 10/06/2011

quarta-feira, setembro 28

Palco da Natureza


Palco da Natureza
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As nuvens passam voando...
Formam a paisagem no ar!
O vento vai desenhando,
Onde a moldura é o mar...
O sol brilha no horizonte,
Com seus raios ofuscantes!
Que nos deixa a admirar.
*/*/
Surge o sol no horizonte!
A chuva vem lhe encontrar,
A neblina entre os raios...
Faz um arco se formar!
É a mão da natureza
Que desenha esta beleza
Uma obra a vislumbrar.

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Campina Grande, 01/07/2006